
“Ele não volta mais, apesar de integrar o nosso ser para sempre, biológica, física e mentalmente. Errámos, desaproveitámos oportunidades, não alcançámos os nossos objectivos, não fomos persistentes nem regulares nem seguimos os nossos planos. Aprendemos por erro e tentativa, desacreditamos e acreditamos em nós próprios, e às vezes, só em nós próprios – contra ventos e marés, persuasões e influenciados por alguém. Falhámos, fracassámos e frustraram-se os nossos desejos e sonhos, mas lutámos e persistimos, sobrevivemos – arrependidos ou não, por nossos pensamentos, palavras e actos/omissões.
Sozinhos poderíamos ter mudado o mundo ou pelo menos os que nos rodeiam ou os que nos são mais queridos, conseguimo-lo ou não. Uma vida pode fazer toda a diferença – ou não. Mas podemos influenciar os outros e talvez o mundo e a vida, pois um Homem não é uma ilha, são os outros que nos legitimam socialmente, mas nunca devemos deixar de acreditar em nós próprios, devemos ter fé e nunca desistir de viver, aconteça o que acontecer.
O passado está cheio de desgostos, pela perda de um pai amado, que soube dar o exemplo numa morte digna, também a de um irmão na flor da idade e a de um amigo de infância, um tio-irmão. Imposições da vida que são inaceitáveis para quem não a conhece e com o passar dos anos já se conformam com as leis da mesma, e de cada desaire, de cada sofrimento ou perda, saímos mais fortes e vamos conhecendo o inevitável até aceitarmos a vida como ela é: injusta e cruel, mas ao mesmo tempo bela e radiante de vida, alegria e felicidade. E queremos viver, lutar e sobreviver, apesar de tudo e contra todos, se necessário for.”
domingo, 21 de fevereiro de 2010
o passado e os desgostos
Postado por lukinhasbidu às 05:24
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